Nas águas da Amazônia, a resistência navega contra a farsa verde da COP 30

Por Expressão Amazônia

Em Belém do Pará, nos dias 12 a 15 de novembro, ocorre a Cúpula dos Povos, ação de resistência organizada pelos movimentos sociais, populares e sindicais para denunciar a farsa que será a COP 30, evento da ONU que também ocorre em Belém.

A Amazônia brasileira é palco de disputa entre projetos bem distintos. De um lado, as forças do capitalismo, materializadas no agronegócio, no garimpo, na pecuária, na sojicultura, na Vale e em tantas outras multinacionais, que aproveitam o evento para financiá-lo e, com isso, construir uma falsa imagem de empresas comprometidas com a justiça climática.

De outro lado, estão as organizações sociais, populares, indígenas e sindicais que organizam trabalhadores e trabalhadoras, bem como povos originários e tradicionais, mulheres e juventude, a classe trabalhadora em geral, para reconhecer e denunciar as injustiças que sofrem, entre elas, a concentração de terra nas mãos do latifúndio, os impactos de projetos minerais, hidrelétricos e pecuários, implantados na região sem considerar sua população e sua diversidade ecológica, bem como uma gestão estatal capitaneada por Helder Barbalho, que fez obras bilionárias na capital, mas recusa-se a pagar o piso salarial aos servidores públicos estaduais. Além disso, abriu vias e avenidas que nem foram concluídas, como a Avenida Liberdade, desmatando centenas de quilômetros de floresta em nome da COP-30.

A Cúpula dos Povos começou com a realização da Barqueata, que saiu da UFPA em direção à Vila da Barca. A comunidade é símbolo emblemático das contradições existentes no espaço urbano. Ela está localizada às margens de Belém, com seus moradores em profunda condição de vulnerabilidade social, porém cercada de prédios, empresas e próxima ao quadrante mais caro da cidade: a Doca de Souza Franco, que recebeu obra bilionária para criar uma boa aparência sobre o canal que corta a via, preparando-a para a COP-30, enquanto os entulhos da obra foram despejados na Vila.

Nas águas da Amazônia, a resistência navega contra a farsa verde da COP 30

Por Expressão Amazônia

Em Belém do Pará, nos dias 12 a 15 de novembro, ocorre a Cúpula dos Povos, ação de resistência organizada pelos movimentos sociais, populares e sindicais para denunciar a farsa que será a COP 30, evento da ONU que também ocorre em Belém.

A Amazônia brasileira é palco de disputa entre projetos bem distintos. De um lado, as forças do capitalismo, materializadas no agronegócio, no garimpo, na pecuária, na sojicultura, na Vale e em tantas outras multinacionais, que aproveitam o evento para financiá-lo e, com isso, construir uma falsa imagem de empresas comprometidas com a justiça climática.

De outro lado, estão as organizações sociais, populares, indígenas e sindicais que organizam trabalhadores e trabalhadoras, bem como povos originários e tradicionais, mulheres e juventude, a classe trabalhadora em geral, para reconhecer e denunciar as injustiças que sofrem, entre elas, a concentração de terra nas mãos do latifúndio, os impactos de projetos minerais, hidrelétricos e pecuários, implantados na região sem considerar sua população e sua diversidade ecológica, bem como uma gestão estatal capitaneada por Helder Barbalho, que fez obras bilionárias na capital, mas recusa-se a pagar o piso salarial aos servidores públicos estaduais. Além disso, abriu vias e avenidas que nem foram concluídas, como a Avenida Liberdade, desmatando centenas de quilômetros de floresta em nome da COP-30.

A Cúpula dos Povos começou com a realização da Barqueata, que saiu da UFPA em direção à Vila da Barca. A comunidade é símbolo emblemático das contradições existentes no espaço urbano. Ela está localizada às margens de Belém, com seus moradores em profunda condição de vulnerabilidade social, porém cercada de prédios, empresas e próxima ao quadrante mais caro da cidade: a Doca de Souza Franco, que recebeu obra bilionária para criar uma boa aparência sobre o canal que corta a via, preparando-a para a COP-30, enquanto os entulhos da obra foram despejados na Vila.

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