Nota da Consulta Popular: sobre os áudios do deputado Artur do Val (Mamãe Falei)

O Brasil ficou estarrecido, no dia 4, com o vazamento de áudios do deputado estadual Arthur do Val (Podemos-SP), o “Mamãe Falei”, dirigente do Movimento Brasil Livre (MBL), apoiador e apoiado por Sérgio Moro, além de nome até então cotado para a disputa ao governo de São Paulo.
A fala de do Val é machista e repugnante, aproveitando-se de uma situação de guerra para sugerir assédio a mulheres ucranianas, trabalhadoras, migrantes, desabrigadas, impactadas pela guerra e fragilizadas pela pobreza. “São fáceis porque são pobres”, disse o deputado.

E usou frases como “A fila das refugiadas, irmão, com mais de 200 metros, é só deusa”, e ainda relatou participação de Renan Santos, outro integrante do MBL, em roteiros de turismo sexual, reforçando a exploração de corpos, a prostituição e o tráfico de mulheres instalado em alguns países do leste europeu.


Infelizmente, não se trata de algo pontual ou uma novidade. Afinal, o MBL surge como organização com traços fascistas, defendendo e atuando de forma misógina no golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, em 2016; atuando com seguranças privadas e assédio contra estudantes nas ocupações de escolas realizadas naquele mesmo ano; coagindo moradores em ocupações no centro de São Paulo; defendendo a aplicação de um programa neoliberal e retirada de direitos desde o governo Temer.

A ação do MBL e de Mamãe Falei revela que não há a “terceira via” no atual cenário político do país, tampouco chance de frente ampla com organizações como o MBL. Assim como o governo Bolsonaro, Moro, Kim Kataguiri e outros nomes, que devem ser derrotados nas ruas e nas urnas, reforçam uma narrativa machista, desprezam o povo trabalhador e as mulheres trabalhadoras; são racistas e defendem o programa neoliberal. Relativizam e autorizam a propaganda nazista.

O que reforça a atualidade que expressamos em nossa 7 Plenária da Consulta Popular sobre aliar um programa de combate ao neofascismo e ao neoliberalismo, um programa feminista, antirracista e pela diversidade de gênero.


Tudo isso ocorre em um contexto em que a mídia empresarial segue criando uma narrativa de “heroísmo” na Ucrânia, quando deveria focar na pauta de negociação entre as partes e o necessário recuo da Ucrânia no ingresso à Otan – a verdadeira patrocinadora e beneficiária do conflito.

A Consulta Popular exige cassação do mandato de Artur do Val. A viagem para a Ucrânia já se configurava como um desvio de finalidade e uma falta de propósito completa, para apenas somar-se à narrativa da Otan.
E os áudios prejudicam e envergonham o Brasil diante do mundo, em pleno mês de luta das mulheres.

Fascistas e machistas, não passarão!
Pátria Livre, Venceremos!

Consulta Popular, 6 de março de 2022.

Nota da Consulta Popular: sobre os áudios do deputado Artur do Val (Mamãe Falei)

O Brasil ficou estarrecido, no dia 4, com o vazamento de áudios do deputado estadual Arthur do Val (Podemos-SP), o “Mamãe Falei”, dirigente do Movimento Brasil Livre (MBL), apoiador e apoiado por Sérgio Moro, além de nome até então cotado para a disputa ao governo de São Paulo.
A fala de do Val é machista e repugnante, aproveitando-se de uma situação de guerra para sugerir assédio a mulheres ucranianas, trabalhadoras, migrantes, desabrigadas, impactadas pela guerra e fragilizadas pela pobreza. “São fáceis porque são pobres”, disse o deputado.

E usou frases como “A fila das refugiadas, irmão, com mais de 200 metros, é só deusa”, e ainda relatou participação de Renan Santos, outro integrante do MBL, em roteiros de turismo sexual, reforçando a exploração de corpos, a prostituição e o tráfico de mulheres instalado em alguns países do leste europeu.


Infelizmente, não se trata de algo pontual ou uma novidade. Afinal, o MBL surge como organização com traços fascistas, defendendo e atuando de forma misógina no golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, em 2016; atuando com seguranças privadas e assédio contra estudantes nas ocupações de escolas realizadas naquele mesmo ano; coagindo moradores em ocupações no centro de São Paulo; defendendo a aplicação de um programa neoliberal e retirada de direitos desde o governo Temer.

A ação do MBL e de Mamãe Falei revela que não há a “terceira via” no atual cenário político do país, tampouco chance de frente ampla com organizações como o MBL. Assim como o governo Bolsonaro, Moro, Kim Kataguiri e outros nomes, que devem ser derrotados nas ruas e nas urnas, reforçam uma narrativa machista, desprezam o povo trabalhador e as mulheres trabalhadoras; são racistas e defendem o programa neoliberal. Relativizam e autorizam a propaganda nazista.

O que reforça a atualidade que expressamos em nossa 7 Plenária da Consulta Popular sobre aliar um programa de combate ao neofascismo e ao neoliberalismo, um programa feminista, antirracista e pela diversidade de gênero.


Tudo isso ocorre em um contexto em que a mídia empresarial segue criando uma narrativa de “heroísmo” na Ucrânia, quando deveria focar na pauta de negociação entre as partes e o necessário recuo da Ucrânia no ingresso à Otan – a verdadeira patrocinadora e beneficiária do conflito.

A Consulta Popular exige cassação do mandato de Artur do Val. A viagem para a Ucrânia já se configurava como um desvio de finalidade e uma falta de propósito completa, para apenas somar-se à narrativa da Otan.
E os áudios prejudicam e envergonham o Brasil diante do mundo, em pleno mês de luta das mulheres.

Fascistas e machistas, não passarão!
Pátria Livre, Venceremos!

Consulta Popular, 6 de março de 2022.

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