Eleições do sindicato dos trabalhadores em educação do estado de Pernambuco

A classe trabalhadora vive um momento bastante contraditório na disputa de projetos societarios no Brasil e no mundo. O crescimento do neofascismo, particularmente na América Latina, nos coloca um imenso desafio na disputa de ideias na sociedade e no acúmulo de forças junto ao povo.

No Brasil, conquistamos uma importante vitória contra o movimento neofascista ao alijar seu principal representante do governo federal e reconduzindo Lula à presidência da República.

Contudo, o reacionarismo segue forte na sociedade brasileira, exigindo dos setores populares uma tática capaz de combinar sua atual presença na institucionalidade com a construção de força social junto à classe trabalhadora.

A luta pela educação é elemento estratégico da luta mais geral por direitos e contra o conservadorismo. Foi no campo da educação que o neofascismo desferiu os golpes mais duros durante os quatro anos de governo Bolsonaro.

Os ataques à educação vão desde o desfinanciamento da educação pública até a implementação do Novo Ensino Médio, proposta destinada a retirar da educação pública a formação crítica e humanística.

A educação pública ocupa, dessa forma, lugar estratégico para o acúmulo de forças de um Projeto Popular de Brasil. A luta contra o neofascismo exige pautar também a luta contra o neoliberalismo na educação.

Entendemos que a luta contra a implementação do Novo Ensino Médio ocupa lugar central em quaisquer cenários futuros para a educação no país.

Em Pernambuco, a vitória de Lula se somou contraditoriamente à eleição de Raquel Lyra com apoio das forças mais reacionárias do estado. A governadora segue sem diálogo com as trabalhadoras e trabalhadores da educação e alinhada à perspectiva privatista do empresariado que mercantiliza o ensino.

Aqui, combinar a luta contra o neofascismo à crítica do neoliberalismo, significa lutar pela valorização das professoras e professores das escolas públicas, tanto dos efetivos quanto dos terceirizados e aposentados, dos técnico-administrativos, etc.

Nesse sentido, a luta pelo piso na carreira do magistério estadual deve se somar à luta pela realização de Concursos Públicos para professoras e professores, técnicas e técnicos em educação. Sabemos também que as escolas são espaços de socialização e difusão de visões de mundo para além daqueles que nelas estudam.

Nesse sentido, a luta pela democratização da gestão das escolas públicas ocupa papel de destaque no fortalecimento de uma educação comprometida com os ideais de uma sociedade mais justa e igualitária.

E é somente com uma gestão democrática que se torna possível o combate ao racismo dentro e fora das escolas, contra a violência e contra a repressão polícial no ambiente escolar.

A classe trabalhadora pernambucana forjou, em mais de trinta anos, um formidável instrumento de luta pela educação pública e de qualidade. A defesa do SINTEPE se confunde, em nosso estado, à defesa de um ensino voltado às necessidades do povo trabalhador.

O sindicato sempre esteve presente nas lutas junto ao movimento estudantil, aos movimentos sociais do campo e da cidade, do movimento negro, feminista e LGBTQIA+ nas diversas regiões onde organiza as trabalhadoras e trabalhadores em educação. Fortalecer o SINTEPE é fortalecer o conjunto dos movimentos e organizações da classe trabalhadora em Pernambuco.

Dessa forma, nas atuais eleições sindicais para a diretoria do sindicato, nós da Consulta Popular reafirmamos nosso compromisso com o movimento sindical vinculado à Central Única dos Trabalhadores, bem como à unidade do sindicalismo combativo em torno da defesa do SINTEPE.

O conjunto de lutas e compromissos que afirmamos acima se materializa na chapa Somos Luta e Resistência (CHAPA 1) e no seu compromisso de dedicação na construção das lutas em Pernambuco. Por isso, convocamos às professoras e professores em nosso estado que participem das eleições nos próximos dias 22 e 23 de novembro votando na Chapa 1.

Consulta Popular – Pernambuco

22 de novembro de 2023

Eleições do sindicato dos trabalhadores em educação do estado de Pernambuco

A classe trabalhadora vive um momento bastante contraditório na disputa de projetos societarios no Brasil e no mundo. O crescimento do neofascismo, particularmente na América Latina, nos coloca um imenso desafio na disputa de ideias na sociedade e no acúmulo de forças junto ao povo.

No Brasil, conquistamos uma importante vitória contra o movimento neofascista ao alijar seu principal representante do governo federal e reconduzindo Lula à presidência da República.

Contudo, o reacionarismo segue forte na sociedade brasileira, exigindo dos setores populares uma tática capaz de combinar sua atual presença na institucionalidade com a construção de força social junto à classe trabalhadora.

A luta pela educação é elemento estratégico da luta mais geral por direitos e contra o conservadorismo. Foi no campo da educação que o neofascismo desferiu os golpes mais duros durante os quatro anos de governo Bolsonaro.

Os ataques à educação vão desde o desfinanciamento da educação pública até a implementação do Novo Ensino Médio, proposta destinada a retirar da educação pública a formação crítica e humanística.

A educação pública ocupa, dessa forma, lugar estratégico para o acúmulo de forças de um Projeto Popular de Brasil. A luta contra o neofascismo exige pautar também a luta contra o neoliberalismo na educação.

Entendemos que a luta contra a implementação do Novo Ensino Médio ocupa lugar central em quaisquer cenários futuros para a educação no país.

Em Pernambuco, a vitória de Lula se somou contraditoriamente à eleição de Raquel Lyra com apoio das forças mais reacionárias do estado. A governadora segue sem diálogo com as trabalhadoras e trabalhadores da educação e alinhada à perspectiva privatista do empresariado que mercantiliza o ensino.

Aqui, combinar a luta contra o neofascismo à crítica do neoliberalismo, significa lutar pela valorização das professoras e professores das escolas públicas, tanto dos efetivos quanto dos terceirizados e aposentados, dos técnico-administrativos, etc.

Nesse sentido, a luta pelo piso na carreira do magistério estadual deve se somar à luta pela realização de Concursos Públicos para professoras e professores, técnicas e técnicos em educação. Sabemos também que as escolas são espaços de socialização e difusão de visões de mundo para além daqueles que nelas estudam.

Nesse sentido, a luta pela democratização da gestão das escolas públicas ocupa papel de destaque no fortalecimento de uma educação comprometida com os ideais de uma sociedade mais justa e igualitária.

E é somente com uma gestão democrática que se torna possível o combate ao racismo dentro e fora das escolas, contra a violência e contra a repressão polícial no ambiente escolar.

A classe trabalhadora pernambucana forjou, em mais de trinta anos, um formidável instrumento de luta pela educação pública e de qualidade. A defesa do SINTEPE se confunde, em nosso estado, à defesa de um ensino voltado às necessidades do povo trabalhador.

O sindicato sempre esteve presente nas lutas junto ao movimento estudantil, aos movimentos sociais do campo e da cidade, do movimento negro, feminista e LGBTQIA+ nas diversas regiões onde organiza as trabalhadoras e trabalhadores em educação. Fortalecer o SINTEPE é fortalecer o conjunto dos movimentos e organizações da classe trabalhadora em Pernambuco.

Dessa forma, nas atuais eleições sindicais para a diretoria do sindicato, nós da Consulta Popular reafirmamos nosso compromisso com o movimento sindical vinculado à Central Única dos Trabalhadores, bem como à unidade do sindicalismo combativo em torno da defesa do SINTEPE.

O conjunto de lutas e compromissos que afirmamos acima se materializa na chapa Somos Luta e Resistência (CHAPA 1) e no seu compromisso de dedicação na construção das lutas em Pernambuco. Por isso, convocamos às professoras e professores em nosso estado que participem das eleições nos próximos dias 22 e 23 de novembro votando na Chapa 1.

Consulta Popular – Pernambuco

22 de novembro de 2023

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