Consulta Popular assina carta a Lula pelo rompimento das relações entre Brasil e Israel; Veja como apoiar

Da página da Consulta Popular

Diante da intensificação da ofensiva na Faixa de Gaza, o Movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) lançou uma carta pública ao presidente Lula exigindo o rompimento das relações diplomáticas entre Brasil e Israel. Comprometida com a luta dos povos por sua autodeterminação e contra o imperialismo, a Consulta Popular se soma ao apelo por uma ruptura com o Estado sionista responsável pelo genocídio na Palestina.

Na última quarta-feira (28), a ofensiva israelense completou 600 dias, matando mais de 54 mil palestinos, a maioria mulheres e crianças, e ferindo mais de 123 mil, desde 7 de outubro de 2023.

Leia a carta na íntegra e assine como organização ou pessoa da sociedade civil: https://bit.ly/3FcoWSN

“Uma vez mais, nos dirigimos ao senhor para tratar a situação do povo palestino sob o regime de ocupação e apartheid israelense e o genocídio em Gaza. Seus pronunciamentos têm sido firmes e coerentes em solidariedade ao povo palestino, ao denunciar o genocídio e apresentar propostas para o cessar fogo na Faixa de Gaza”, defende trecho da carta a Lula, assinada por movimentos, organizações, políticos, artistas e intelectuais.

A situação humanitária em Gaza é crítica após 18 meses de genocídio e um bloqueio total de ajuda internacional durante cerca de 11 semanas promovido por Israel, que utiliza a fome como arma de guerra. O bloqueio foi suspenso parcialmente na semana passada, com entregas de suprimentos sob tutela dos israelenses, porém registros apontam que estes pontos de distribuição estão sendo utilizados como emboscadas para atacar civis famintos.

“Nos últimos meses observamos a crescente violência imposta pelo estado sionista de Israel aos civis palestinos, a violação do frágil acordo de cessar-fogo, o bloqueio desumano e cruel que ameaça a vida de 2,3 milhões de pessoas em Gaza, em especial 14 mil bebês que se encontram em risco iminente de morte, o ataque a diplomatas de diferentes países, tendo Israel violado o direito internacional em todos os possíveis níveis”, aponta outro trecho do documento.

A carta cobra do Estado brasileiro uma postura condizente com suas obrigações legais. “Essa conduta gera obrigações internacionais que vão além de gestos e propostas diplomáticas, como já decidido pela Corte Internacional de Justiça (CIJ) em julho de 2024 e pela Assembleia Geral da ONU em 18 de setembro de 2024, em resolução que o Estado Brasileiro apoiou. Israel viola abertamente deliberações emanadas da Corte Internacional de Justiça, colocando-se à margem do direito, além de desrespeitar o Conselho de Segurança e a Assembleia Geral da ONU, sendo a aplicação de sanções de direito internacional o mecanismo adequado e essencial para endereçar a situação. Sem embargo, o Brasil segue exportando petróleo e negociando compra e venda de equipamentos militares com o Estado israelense e suas empresas”.

A carta conclama o Estado brasileiro a se posicionar intransigentemente contra o genocídio palestino. “É indispensável que o Brasil se junte às demais nações que aplicaram sanções ao regime israelense, rompendo relações diplomáticas e comerciais com o estado sionista de Israel, através de embargo militar bilateral e embargo energético, e revogue o tratado de livre comércio em vigor, alinhando-se ao parecer de especialistas das Nações unidas que prevê que, para o cumprimento da decisão da CIJ, os Estados devem ‘cancelar ou suspender relações econômicas, acordos comerciais e relações acadêmicas com Israel’ até que este cumpra as determinações para pôr fim ao genocídio, ocupação e apartheid e respeitar a autodeterminação do povo palestino”.

Consulta Popular assina carta a Lula pelo rompimento das relações entre Brasil e Israel; Veja como apoiar

Da página da Consulta Popular

Diante da intensificação da ofensiva na Faixa de Gaza, o Movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) lançou uma carta pública ao presidente Lula exigindo o rompimento das relações diplomáticas entre Brasil e Israel. Comprometida com a luta dos povos por sua autodeterminação e contra o imperialismo, a Consulta Popular se soma ao apelo por uma ruptura com o Estado sionista responsável pelo genocídio na Palestina.

Na última quarta-feira (28), a ofensiva israelense completou 600 dias, matando mais de 54 mil palestinos, a maioria mulheres e crianças, e ferindo mais de 123 mil, desde 7 de outubro de 2023.

Leia a carta na íntegra e assine como organização ou pessoa da sociedade civil: https://bit.ly/3FcoWSN

“Uma vez mais, nos dirigimos ao senhor para tratar a situação do povo palestino sob o regime de ocupação e apartheid israelense e o genocídio em Gaza. Seus pronunciamentos têm sido firmes e coerentes em solidariedade ao povo palestino, ao denunciar o genocídio e apresentar propostas para o cessar fogo na Faixa de Gaza”, defende trecho da carta a Lula, assinada por movimentos, organizações, políticos, artistas e intelectuais.

A situação humanitária em Gaza é crítica após 18 meses de genocídio e um bloqueio total de ajuda internacional durante cerca de 11 semanas promovido por Israel, que utiliza a fome como arma de guerra. O bloqueio foi suspenso parcialmente na semana passada, com entregas de suprimentos sob tutela dos israelenses, porém registros apontam que estes pontos de distribuição estão sendo utilizados como emboscadas para atacar civis famintos.

“Nos últimos meses observamos a crescente violência imposta pelo estado sionista de Israel aos civis palestinos, a violação do frágil acordo de cessar-fogo, o bloqueio desumano e cruel que ameaça a vida de 2,3 milhões de pessoas em Gaza, em especial 14 mil bebês que se encontram em risco iminente de morte, o ataque a diplomatas de diferentes países, tendo Israel violado o direito internacional em todos os possíveis níveis”, aponta outro trecho do documento.

A carta cobra do Estado brasileiro uma postura condizente com suas obrigações legais. “Essa conduta gera obrigações internacionais que vão além de gestos e propostas diplomáticas, como já decidido pela Corte Internacional de Justiça (CIJ) em julho de 2024 e pela Assembleia Geral da ONU em 18 de setembro de 2024, em resolução que o Estado Brasileiro apoiou. Israel viola abertamente deliberações emanadas da Corte Internacional de Justiça, colocando-se à margem do direito, além de desrespeitar o Conselho de Segurança e a Assembleia Geral da ONU, sendo a aplicação de sanções de direito internacional o mecanismo adequado e essencial para endereçar a situação. Sem embargo, o Brasil segue exportando petróleo e negociando compra e venda de equipamentos militares com o Estado israelense e suas empresas”.

A carta conclama o Estado brasileiro a se posicionar intransigentemente contra o genocídio palestino. “É indispensável que o Brasil se junte às demais nações que aplicaram sanções ao regime israelense, rompendo relações diplomáticas e comerciais com o estado sionista de Israel, através de embargo militar bilateral e embargo energético, e revogue o tratado de livre comércio em vigor, alinhando-se ao parecer de especialistas das Nações unidas que prevê que, para o cumprimento da decisão da CIJ, os Estados devem ‘cancelar ou suspender relações econômicas, acordos comerciais e relações acadêmicas com Israel’ até que este cumpra as determinações para pôr fim ao genocídio, ocupação e apartheid e respeitar a autodeterminação do povo palestino”.

Acessar o conteúdo