Os grevistas realizaram um ato de denúncia em evento internacional
Por Consulta Popular – Pará
Na manhã deste 16 de janeiro, profissionais da educação pública do Estado em assembleia, aprovaram greve por tempo indeterminado a partir do dia 23 de janeiro para exigir do governo do Estado do Pará a revogação da lei 10.820.
A referida lei, aprovada de forma arbitrária em 18 de dezembro de 2024, revogou o Estatuto do Magistério e mais 5 leis fundamentais na constituição da Carreira e da Jornada dos profissionais, entrando em contradição com a legislação federal e destruindo 4 décadas de luta por educação básica na Amazônia.
Após o encerramento da Assembleia a categoria saiu em marcha até a Estação das Docas, onde está ocorrendo Congresso Internacional de Direitos Humanos da Amazônia. Lá, as trabalhadoras e os trabalhadores da educação explicaram para o mundo que a educação pública, direito humano fundamental, está sendo violada no Estado do Pará e que o governador sequer dialogou com os profissionais sobre o assunto, e segue se recusando ao diálogo, criminalizando a luta.
Fora também divulgado que os movimentos indígenas contaram-se no 3° dia de ocupação do prédio da Secretaria Estadual de Educação, lutando também pela revogação da lei 10.820, pois o impacto da mesma é a inviabilização da educação escolar indígena, da educação escolar quilombola e da educação do campo.

