Papa Francisco, o Papa dos pobres

Por Magno Luiz da Costa Oliveira*

O pontificado do Papa Francisco foi, sobre vários aspectos, muito importante na luta pelos direitos humanos, em defesa da natureza e em defesa da democracia da maioria.

Em tempos de recomeçar a política de baixo para cima, o Papa Francisco era uma retaguarda para os bispos e padres que se empenham em manter vivo os ensinamentos do evangelho no meio do povo.

Esses bispos e padres, que usam os óculos do evangelho para analisar a realidade e colocar em prática o amor eficaz, são uma retaguarda para todas as organizações políticas que lutam pelos direitos humanos, que lutam para que os trabalhadores e trabalhadoras tenham o poder político.

São esses bispos e padres que entendem as organizações populares, que seguem o evangelho, como a verdadeira igreja.

É essa igreja-povo que transforma o coração dos homens e mulheres ao mesmo tempo que transforma toda a sociedade e transforma a si própria em direção a construção do reino de Deus na Terra.

Sem o papa, aprofundará a retirada, por exemplo, da autonomia desses padres que estão nas periferias. Os novos padres que chegam, fruto da onda conservadora dos papas João Paulo II e Bento XVI, entendem que o mais importante são as paredes e ritos do Vaticano. Nesse sentido, esvaziam a igreja do sentido do evangelho.

As organizações populares que estão nas periferias das grandes cidades e nas fronteiras da expansão do agronegócio e da mineração ficam sem a retaguarda da presença da voz altiva daquele que deu voz aos lutadores e lutadoras populares e que reafirmou que para que houvesse paz era necessário justiça social e que para que houvesse justiça social era necessário que todos e todas tenham “Terra, Teto e Trabalho Digno”.

Resta-nos seguir os ensinamentos do Papa Francisco, ir ainda mais em direção aos trabalhadores e trabalhadoras, apresentar o que, a meu ver, seja uma das suas principais contribuições: não é possível resolver os problemas da natureza e dos direitos humanos sem ter o poder político.

* Militante da Consulta Popular

Papa Francisco, o Papa dos pobres

Por Magno Luiz da Costa Oliveira*

O pontificado do Papa Francisco foi, sobre vários aspectos, muito importante na luta pelos direitos humanos, em defesa da natureza e em defesa da democracia da maioria.

Em tempos de recomeçar a política de baixo para cima, o Papa Francisco era uma retaguarda para os bispos e padres que se empenham em manter vivo os ensinamentos do evangelho no meio do povo.

Esses bispos e padres, que usam os óculos do evangelho para analisar a realidade e colocar em prática o amor eficaz, são uma retaguarda para todas as organizações políticas que lutam pelos direitos humanos, que lutam para que os trabalhadores e trabalhadoras tenham o poder político.

São esses bispos e padres que entendem as organizações populares, que seguem o evangelho, como a verdadeira igreja.

É essa igreja-povo que transforma o coração dos homens e mulheres ao mesmo tempo que transforma toda a sociedade e transforma a si própria em direção a construção do reino de Deus na Terra.

Sem o papa, aprofundará a retirada, por exemplo, da autonomia desses padres que estão nas periferias. Os novos padres que chegam, fruto da onda conservadora dos papas João Paulo II e Bento XVI, entendem que o mais importante são as paredes e ritos do Vaticano. Nesse sentido, esvaziam a igreja do sentido do evangelho.

As organizações populares que estão nas periferias das grandes cidades e nas fronteiras da expansão do agronegócio e da mineração ficam sem a retaguarda da presença da voz altiva daquele que deu voz aos lutadores e lutadoras populares e que reafirmou que para que houvesse paz era necessário justiça social e que para que houvesse justiça social era necessário que todos e todas tenham “Terra, Teto e Trabalho Digno”.

Resta-nos seguir os ensinamentos do Papa Francisco, ir ainda mais em direção aos trabalhadores e trabalhadoras, apresentar o que, a meu ver, seja uma das suas principais contribuições: não é possível resolver os problemas da natureza e dos direitos humanos sem ter o poder político.

* Militante da Consulta Popular

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