Nota dos/as Educadores/as do Projeto Popular-SP sobre o retorno das aulas presenciais proposto pelo governador João Dória

Vivemos um período muito difícil, de profunda crise econômica, social e sanitária, agravadas pelo desgoverno neofascista de Bolsonaro que não apresenta respostas concretas frente à pandemia.

A crise sanitária nos colocou em atividade remota no âmbito da educação. O ensino à distância se demonstrou ineficaz no processo de ensino-aprendizagem, aprofundando a desigualdade educacional e os interesses privatistas sobre a educação.

Sentimos falta da escola, das aulas presenciais, dos estudantes e do processo de ensino-aprendizagem, que se faz com olho no olho, com troca, com solidariedade.

No entanto, tendo em vista o agravamento da pandemia com a lotação de hospitais, esgotamento de estoque de oxigênio em alguns locais e desenvolvimento de novas variedades do vírus de covid-19, não é o momento do retorno presencial.

O retorno presencial elevará os índices de contágio e mortes. Vale ressaltar que as condições apropriadas para segurança em caso de atividades presenciais não estão garantidas pelas redes de ensino, tendo em vista o profundo sucateamento que sofre a educação pública e o desconhecimento por parte do governo da realidade no dia a dia de uma escola.

Há questões que não estão resolvidas como, por exemplo, quem serão os 35% dos alunos que voltam presencialmente? O que faremos com os alunos que comparecerão na escola, mas não estão dentro dos 35% que devem retornar? Como os professores darão aula à distância e presencialmente ao mesmo tempo? Vale ressaltar que países e cidades (é o caso de Manaus) que retornaram para as aulas presenciais aumentaram o número de infectados e logo tiveram que voltar ao ensino remoto. O retorno presencial de 35% dos estudantes não eliminará o ensino remoto.

Já temos vacina desenvolvida. O que precisamos para o retorno seguro é a ampla vacinação, o mais breve possível, para salvar vidas e retomarmos as atividades presenciais em segurança. Para o retorno das aulas presenciais é essencial a vacinação dos professores. Além disso, precisamos que os estudos e testes para aplicação da vacina em menores de 18 anos sejam desenvolvidos o quanto antes.

Não bastam ações midiáticas por parte do governador Dória e critérios obscuros de classificação das cidades frente à pandemia.

Enquanto não pudermos retornar em segurança, cabe ao Estado garantir as condições para que o ensino remoto aconteça de forma igualitária, garantindo chip para acesso à internet, equipamentos como tablets, material impresso, etc., para que os estudantes mais vulneráveis possam ter os meios adequados para prosseguirem com os estudos. Além disso, é fundamental a manutenção e ampliação do auxílio emergencial para que as famílias consigam minimamente garantir sua sobrevivência.

No retorno das aulas presenciais, após a vacinação, devemos ter um amplo processo de acolhimento dos estudantes e professores, integrado com a saúde e a assistência social, para que os danos psicológicos, emocionais e econômicos gerados pelas consequências da pandemia possam ser dirimidos. Além disso, o Estado deve se organizar para que as redes de ensino promovam um profundo processo de recuperação da aprendizagem.

Nos colocamos em solidariedade a todos os funcionários públicos, que estão dedicando suas vidas para salvar a população. São estas trabalhadoras e trabalhadores que aguerridamente estão desenvolvendo a vacina no Brasil e estão na linha de frente no combate a pandemia através do SUS, mesmo sofrendo profundos ataques dos governos federal e estadual como os expressos na PEC 95, do teto dos gastos, a reforma da previdência e a proposta de reforma administrativa. Viva o SUS! Viva o Instituto Butantã!

Por fim, reforçamos que aprendizagem se recupera (e devemos estar empenhados nisso), vidas não!

Educadores/as do projeto popular – SP

Nota dos/as Educadores/as do Projeto Popular-SP sobre o retorno das aulas presenciais proposto pelo governador João Dória

Vivemos um período muito difícil, de profunda crise econômica, social e sanitária, agravadas pelo desgoverno neofascista de Bolsonaro que não apresenta respostas concretas frente à pandemia.

A crise sanitária nos colocou em atividade remota no âmbito da educação. O ensino à distância se demonstrou ineficaz no processo de ensino-aprendizagem, aprofundando a desigualdade educacional e os interesses privatistas sobre a educação.

Sentimos falta da escola, das aulas presenciais, dos estudantes e do processo de ensino-aprendizagem, que se faz com olho no olho, com troca, com solidariedade.

No entanto, tendo em vista o agravamento da pandemia com a lotação de hospitais, esgotamento de estoque de oxigênio em alguns locais e desenvolvimento de novas variedades do vírus de covid-19, não é o momento do retorno presencial.

O retorno presencial elevará os índices de contágio e mortes. Vale ressaltar que as condições apropriadas para segurança em caso de atividades presenciais não estão garantidas pelas redes de ensino, tendo em vista o profundo sucateamento que sofre a educação pública e o desconhecimento por parte do governo da realidade no dia a dia de uma escola.

Há questões que não estão resolvidas como, por exemplo, quem serão os 35% dos alunos que voltam presencialmente? O que faremos com os alunos que comparecerão na escola, mas não estão dentro dos 35% que devem retornar? Como os professores darão aula à distância e presencialmente ao mesmo tempo? Vale ressaltar que países e cidades (é o caso de Manaus) que retornaram para as aulas presenciais aumentaram o número de infectados e logo tiveram que voltar ao ensino remoto. O retorno presencial de 35% dos estudantes não eliminará o ensino remoto.

Já temos vacina desenvolvida. O que precisamos para o retorno seguro é a ampla vacinação, o mais breve possível, para salvar vidas e retomarmos as atividades presenciais em segurança. Para o retorno das aulas presenciais é essencial a vacinação dos professores. Além disso, precisamos que os estudos e testes para aplicação da vacina em menores de 18 anos sejam desenvolvidos o quanto antes.

Não bastam ações midiáticas por parte do governador Dória e critérios obscuros de classificação das cidades frente à pandemia.

Enquanto não pudermos retornar em segurança, cabe ao Estado garantir as condições para que o ensino remoto aconteça de forma igualitária, garantindo chip para acesso à internet, equipamentos como tablets, material impresso, etc., para que os estudantes mais vulneráveis possam ter os meios adequados para prosseguirem com os estudos. Além disso, é fundamental a manutenção e ampliação do auxílio emergencial para que as famílias consigam minimamente garantir sua sobrevivência.

No retorno das aulas presenciais, após a vacinação, devemos ter um amplo processo de acolhimento dos estudantes e professores, integrado com a saúde e a assistência social, para que os danos psicológicos, emocionais e econômicos gerados pelas consequências da pandemia possam ser dirimidos. Além disso, o Estado deve se organizar para que as redes de ensino promovam um profundo processo de recuperação da aprendizagem.

Nos colocamos em solidariedade a todos os funcionários públicos, que estão dedicando suas vidas para salvar a população. São estas trabalhadoras e trabalhadores que aguerridamente estão desenvolvendo a vacina no Brasil e estão na linha de frente no combate a pandemia através do SUS, mesmo sofrendo profundos ataques dos governos federal e estadual como os expressos na PEC 95, do teto dos gastos, a reforma da previdência e a proposta de reforma administrativa. Viva o SUS! Viva o Instituto Butantã!

Por fim, reforçamos que aprendizagem se recupera (e devemos estar empenhados nisso), vidas não!

Educadores/as do projeto popular – SP

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