Eleições na América Latina: Necessidade de derrotar o neoliberalismo e o fascismo

No dia 20 de agosto (domingo), duas eleições latino-americanas ocorrem no Equador e na Guatemala, na América Central. E, em outubro, a mais importante, na vizinha Argentina. Para as forças populares, as eleições representam a necessidade de derrotar as candidaturas nitidamente neoliberais e de extrema direita.


Por isso, a importância de vitória de Luisa González no Equador e, na Guatemala, é necessário o respeito ao resultado eleitoral, uma vez que a direita não disputa o segundo turno e, com isso, já tentou, inviabilizar judicialmente a candidatura de centro de Bernardo Arévalo, do partido Semilla (Semente). Na Argentina, impedir a ascensão do ultradireitista Javier Milei, do partido La Libertad avanza, é uma tarefa urgente de todas as forças populares no continente.


Neste momento, a vitória de candidaturas progressistas é necessária diante do crescimento de candidaturas de extrema-direita no continente e no mundo. Porém, as vitórias eleitorais não garantem estabilidade, como a Consulta Popular tem apontado em análises recentes. O que reforça a necessidade de luta pelas garantias democráticas, contra o neofascismo no continente, aliada à luta por reformas, medidas populares e pela derrota do neoliberalismo.


Na Argentina, as eleições do dia 22 de outubro contêm esse componente perigoso de crescimento da extrema direita neoliberal, em país no qual o governo de Alberto Fernández não logrou avanços que superassem o legado neoliberal da presidência de Mauricio Macri. Hoje, com pobreza alcançando 42% da população, inflação altíssima e submissão às orientações do Fundo Monetário Internacional (FMI), esse cenário derrubou o apoio das massas populares à ala do peronismo que atualmente governa o país.


Ao lado disso, em momento defensivo da classe trabalhadora, no Brasil e no continente, os governos progressistas se veem amarrados diante dos poderes legislativos e parlamentares antipopulares, como já foi observado no Peru, com o golpe contra Pedro Castillo, e na derrota da constituinte chilena, entre outros exemplos. Um caminho importante, que merece apoio e observação atenta, tem sido traçado pelo governo de Gustavo Petro e Francia Márquez, na Colômbia, que têm convocado a participação popular em temas decisivos, a exemplo do debate sobre o orçamento do país.


Por outro lado, no Equador, uma vitória do chamado “correísmo” (ligado ao ex- presidente Rafael Correa), apesar de seus limites, reforçaria a retomada das relações Sul-Sul puxadas pelo governo brasileiro no continente, além de debilitar o imperialismo, que esteve nas ultimas decadas em constante pressão sobre a Venezuela e influencia na Colômbia.


Desde 2018, com a tentativa de perseguição contra Correa e a vitória do banqueiro Guilherme Lasso, e evidente o fortalecimento do neoliberalismo como fator principal do crescimento da violência no Equador, resultando no assassinato do então candidato Fernando Villavicencio. A economia dolarizada e as politicas dos organismos financeiros internacionais fizeram do Equador uma plataforma mundial do crime organizado, tornando -se o pais mais violento do continente. De 2022 para cá, já foram mais de 20 assassinatos de figuras politicas no pais. Atualmente, episódios recentes de ameaças, contra diferentes candidaturas, continuam ocorrendo. Com o risco, porem, de prejudicar a candidatura da esquerda.


Diante do ato brutal de violência, Lasso decretou três dias de luto e 60 dias de Estado de exceção, experiência autoritária já conhecida na Historia recente do Equador, reforçando a percepção de um sistema politico contrário as aspirações das massas populares – o que as analises da Consulta Popular também tem apontado como tendência, desde os anos 90, no continente.


A Consulta Popular segue acompanhando a conjuntura latino-americana, que esta ligada ao plano internacional de mudanças geopolíticas a partir da guerra da EUA/OTAN/ Ucrânia contra a Rússia, apontando fortalecimento e atração do bloco emergente Rússia e China.


A partir dessa constatação, as mudanças estão impactando e pressionam os países dependentes em posicionar-se em relação ao imperialismo estadunidense, que busca manter a influencia sobre a continente, o que reforça os desafios da organização popular, da reorganização da classe trabalhadora e a necessidade de um programa democrático, nacional, popular, antineoliberal e internacionalista para nossos povos.


Pátria Livre, venceremos!

Consulta Popular, 19 de agosto de 2023

Eleições na América Latina: Necessidade de derrotar o neoliberalismo e o fascismo

No dia 20 de agosto (domingo), duas eleições latino-americanas ocorrem no Equador e na Guatemala, na América Central. E, em outubro, a mais importante, na vizinha Argentina. Para as forças populares, as eleições representam a necessidade de derrotar as candidaturas nitidamente neoliberais e de extrema direita.


Por isso, a importância de vitória de Luisa González no Equador e, na Guatemala, é necessário o respeito ao resultado eleitoral, uma vez que a direita não disputa o segundo turno e, com isso, já tentou, inviabilizar judicialmente a candidatura de centro de Bernardo Arévalo, do partido Semilla (Semente). Na Argentina, impedir a ascensão do ultradireitista Javier Milei, do partido La Libertad avanza, é uma tarefa urgente de todas as forças populares no continente.


Neste momento, a vitória de candidaturas progressistas é necessária diante do crescimento de candidaturas de extrema-direita no continente e no mundo. Porém, as vitórias eleitorais não garantem estabilidade, como a Consulta Popular tem apontado em análises recentes. O que reforça a necessidade de luta pelas garantias democráticas, contra o neofascismo no continente, aliada à luta por reformas, medidas populares e pela derrota do neoliberalismo.


Na Argentina, as eleições do dia 22 de outubro contêm esse componente perigoso de crescimento da extrema direita neoliberal, em país no qual o governo de Alberto Fernández não logrou avanços que superassem o legado neoliberal da presidência de Mauricio Macri. Hoje, com pobreza alcançando 42% da população, inflação altíssima e submissão às orientações do Fundo Monetário Internacional (FMI), esse cenário derrubou o apoio das massas populares à ala do peronismo que atualmente governa o país.


Ao lado disso, em momento defensivo da classe trabalhadora, no Brasil e no continente, os governos progressistas se veem amarrados diante dos poderes legislativos e parlamentares antipopulares, como já foi observado no Peru, com o golpe contra Pedro Castillo, e na derrota da constituinte chilena, entre outros exemplos. Um caminho importante, que merece apoio e observação atenta, tem sido traçado pelo governo de Gustavo Petro e Francia Márquez, na Colômbia, que têm convocado a participação popular em temas decisivos, a exemplo do debate sobre o orçamento do país.


Por outro lado, no Equador, uma vitória do chamado “correísmo” (ligado ao ex- presidente Rafael Correa), apesar de seus limites, reforçaria a retomada das relações Sul-Sul puxadas pelo governo brasileiro no continente, além de debilitar o imperialismo, que esteve nas ultimas decadas em constante pressão sobre a Venezuela e influencia na Colômbia.


Desde 2018, com a tentativa de perseguição contra Correa e a vitória do banqueiro Guilherme Lasso, e evidente o fortalecimento do neoliberalismo como fator principal do crescimento da violência no Equador, resultando no assassinato do então candidato Fernando Villavicencio. A economia dolarizada e as politicas dos organismos financeiros internacionais fizeram do Equador uma plataforma mundial do crime organizado, tornando -se o pais mais violento do continente. De 2022 para cá, já foram mais de 20 assassinatos de figuras politicas no pais. Atualmente, episódios recentes de ameaças, contra diferentes candidaturas, continuam ocorrendo. Com o risco, porem, de prejudicar a candidatura da esquerda.


Diante do ato brutal de violência, Lasso decretou três dias de luto e 60 dias de Estado de exceção, experiência autoritária já conhecida na Historia recente do Equador, reforçando a percepção de um sistema politico contrário as aspirações das massas populares – o que as analises da Consulta Popular também tem apontado como tendência, desde os anos 90, no continente.


A Consulta Popular segue acompanhando a conjuntura latino-americana, que esta ligada ao plano internacional de mudanças geopolíticas a partir da guerra da EUA/OTAN/ Ucrânia contra a Rússia, apontando fortalecimento e atração do bloco emergente Rússia e China.


A partir dessa constatação, as mudanças estão impactando e pressionam os países dependentes em posicionar-se em relação ao imperialismo estadunidense, que busca manter a influencia sobre a continente, o que reforça os desafios da organização popular, da reorganização da classe trabalhadora e a necessidade de um programa democrático, nacional, popular, antineoliberal e internacionalista para nossos povos.


Pátria Livre, venceremos!

Consulta Popular, 19 de agosto de 2023

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